sexta-feira, 5 de março de 2010

Música mostra a sua cara

   
    A tecnologia cada vez mais está presente em nossas vidas como uma pandemia sem cura, ajudada por essa globalização demasiada do mundo moderno que acaba com os fronteiras entre nações quando o assunto é a comunicação, mídia, mundo virtual ( principalmente ) e a música que ficou cada vez mais acessível a todos os ouvidos graças à Internet, que tenta se popularizar no Brasil como o telefone que deixou de ser um luxo para poucos e hoje se vê que tem mais celulares no país do que gente. Tudo isso, eu concordo, é muito bom para uma sociedade que quer prosperar diante da visão global das grandes potências mundiais e sair dessa visão de país do futuro e ser definitivamente o país do presente, mas como tudo tem seu preço, a música anda perdendo sua identidade em relação a sua obra visual, como se via antigamente o lançamento de grandes álbuns que eram esperados com grande expectativa, se perdeu nesse mar oceano sem fundo que é os IPhone, MP3, MP4, etc.


    Os artistas consagrados fizeram a sua história em recorrência das suas grandes obras como Acabou Chorare - 1969, ( Novos Baianos ), que foi um disco revolucionário para os anos de chumbo no Brasil, O Palo Seco - 1972 ( Belchior ), Tropicália que mostrou ao mundo o som visceral de uma turma baiana como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Gal, etc, os Mutantes, Secos e Molhados, entre tantos que são lembrados até hoje não só pelo talento mas por esses discos que sempre vinham com capas criativas e revolucionárias que marcaram a história da música brasileira. O que seriam dos Beatles sem suas subliminares capas como SgPeppers e Abbey Road, onde se insinuava que Paul Maccartney estaria morto, Secos e Molhados colocando suas cabeças na bandeja, uma forte insinuação para uma época de ditadura e por aí vai. 


    Preciso deixar claro que não sou contra tecnologia e não quero pregar o saudosismo, mas cadê as grandes capas de discos, ou melhor, CDs ( que já agonizam nas lojas ) que impressionavam e deixavam a marca visual do artista para o resto da vida?, hoje se baixa uma música na Internet e nem se sabe quem é o compositor que é a peça principal da obra, acabaram com os créditos artísticos e tudo o que rolava em meio a uma arte visual de um álbum. Isso pode ser considerado como um castigo para as grandes indústrias fonográficas que passaram anos embolsando milhões em cifras com divulgações apadrinhadas e jabas entre os meios de comunicação expremento o artista como um bagaço e hoje respira em uma UTI em estado terminal.O que mais me conforta é que a música sempre encontra sua forma de sobreviver ( aí o lado bom da Internet ) seja com os YouTube´s da vida que o artistas novos pode divulgar o seu trabalho sem as rédeas desse sistema explorador que sempre habitou e atormentou os músicos, mas continuarei sempre sentindo falta do hábito das pessoas ( eu pelo menos não perdi ) irem as lojas atrás daquele lançamento novo de seu artista preferido.


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