A Publicidade nos mostra cada vez mais que está nos cercando por todos os lados, realmente não tem mais por onde corrermos desse monstro que arrebata nossas almas e corrompe nossa cultura de uma forma impiedosa, sem percebermos, já estamos dominados sem qualquer tipo de escolha que nos faça racionalizar onde tudo isso foi começar.
Vendo o Oscar 2010 me surpreendi com o curta "Logorama", que foi o grande vencedor da noite do mais importante prêmio do cinematografia mundial ( apesar de ser um prêmio inventado pelos americanos para os filmes americanos ), o curta nos mostra exactamente o que está diante de nossos olhos ( e não só dos olhos ) desde que nascemos, roubando a nossa cultura sem pestanejar fazendo descer pela nossa goela os lixos importados, enlatados e com direito a "laçinhos" como um presente de grego.
Podemos perceber no curta que o Mc Donald é o grande vilão da história, mas será por que? o quem exatamente queriam dizer com isso? será por ser o Mc Donald o símbolo americano espalhado por todo o mundo e só agora acharam que podiam revelar esse segredo para todos? não sei, só sei que o monopólio mundial da marca conseguiu até entrar na Índia, mas como assim? na Índia o boi não é sagrado? pois é, mas o hambúrguer do Mc Donald também parece ser sagrado a todos aqueles que querem ter um pedacinho da América dentro do seu país, pois é isso que sentimos quando entramos no Mc Donald, que estamos finalmente na civilização, incluídos no sistema capitalista da globalização.
É sufocante, é isso que eu sinto ao ver o curta, sufocado dentro de um copo de Coca-Cola que parece esse mundo, parece que já vendemos nossas almas ao Diabo do sistema esmagador que a sociedade contemporiza, infelizmente para nós. A minha opinião é que já era, o tempo já passou e é muito tarde para quebrar esse contrato, o mundo implora por S.O.S e nós tapamos nossos ouvidos ( com cotonetes JohnsonJohnson, é claro ) para não ouvir o que é obviu, vejam vocês e tirem suas & conclusões.http://blogcitario.blog.br/2010/03/logorama-a-publicidade-oscarizada/
quinta-feira, 25 de março de 2010
sexta-feira, 5 de março de 2010
Música mostra a sua cara
A tecnologia cada vez mais está presente em nossas vidas como uma pandemia sem cura, ajudada por essa globalização demasiada do mundo moderno que acaba com os fronteiras entre nações quando o assunto é a comunicação, mídia, mundo virtual ( principalmente ) e a música que ficou cada vez mais acessível a todos os ouvidos graças à Internet, que tenta se popularizar no Brasil como o telefone que deixou de ser um luxo para poucos e hoje se vê que tem mais celulares no país do que gente. Tudo isso, eu concordo, é muito bom para uma sociedade que quer prosperar diante da visão global das grandes potências mundiais e sair dessa visão de país do futuro e ser definitivamente o país do presente, mas como tudo tem seu preço, a música anda perdendo sua identidade em relação a sua obra visual, como se via antigamente o lançamento de grandes álbuns que eram esperados com grande expectativa, se perdeu nesse mar oceano sem fundo que é os IPhone, MP3, MP4, etc.
Os artistas consagrados fizeram a sua história em recorrência das suas grandes obras como Acabou Chorare - 1969, ( Novos Baianos ), que foi um disco revolucionário para os anos de chumbo no Brasil, O Palo Seco - 1972 ( Belchior ), Tropicália que mostrou ao mundo o som visceral de uma turma baiana como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Gal, etc, os Mutantes, Secos e Molhados, entre tantos que são lembrados até hoje não só pelo talento mas por esses discos que sempre vinham com capas criativas e revolucionárias que marcaram a história da música brasileira. O que seriam dos Beatles sem suas subliminares capas como SgPeppers e Abbey Road, onde se insinuava que Paul Maccartney estaria morto, Secos e Molhados colocando suas cabeças na bandeja, uma forte insinuação para uma época de ditadura e por aí vai.
Preciso deixar claro que não sou contra tecnologia e não quero pregar o saudosismo, mas cadê as grandes capas de discos, ou melhor, CDs ( que já agonizam nas lojas ) que impressionavam e deixavam a marca visual do artista para o resto da vida?, hoje se baixa uma música na Internet e nem se sabe quem é o compositor que é a peça principal da obra, acabaram com os créditos artísticos e tudo o que rolava em meio a uma arte visual de um álbum. Isso pode ser considerado como um castigo para as grandes indústrias fonográficas que passaram anos embolsando milhões em cifras com divulgações apadrinhadas e jabas entre os meios de comunicação expremento o artista como um bagaço e hoje respira em uma UTI em estado terminal.O que mais me conforta é que a música sempre encontra sua forma de sobreviver ( aí o lado bom da Internet ) seja com os YouTube´s da vida que o artistas novos pode divulgar o seu trabalho sem as rédeas desse sistema explorador que sempre habitou e atormentou os músicos, mas continuarei sempre sentindo falta do hábito das pessoas ( eu pelo menos não perdi ) irem as lojas atrás daquele lançamento novo de seu artista preferido.
Assinar:
Comentários (Atom)


