terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Vai começar à festa

      
      O Carnaval chegou ao fim mais o mundo do samba ainda tem muito o que comemorar durante o ano, onde celebraremos o centenário de nascimento de um dos maiores e mais importantes compositores do samba brasileiro, Noel Rosa. O sambista "desmarginalizou" o samba que antes era visto como um movimento mais restritos aos morros cariocas e fez a ponte com o asfalto, quebrando os preconceitos com sua genialidade musical e o seu bom relacionamento com outro grande compositor (seu amigo) Cartola, que na época além de ser ajudante de pedreiro, vendia seus sambas nos subúrbios cariocas para sobreviver.

      Noel era um jovem de classe média morador de Vila Isabel e frenguentador assíduo dos bares da Boulevard 28 de Setembro, boêmio e mulherengo Noel despertava admiração entre as mulheres (mesmo considerado "estranho" com sua ausência de queixo) Noel compensava sua falta de atributos físicos com suas letras magistrais e um talento intrínseco, que chega ao alge com a música "Com que roupa?", em 1930 que sobreviveu as décadas e é até hoje um sucesso entre os sambistas brasileiros.

      Sambista de mão cheia, poeta, boêmio, Noel apesar de ter vivido pouco (ele morreu com 26 anos 1911 - 1937) ele tem que ser celebrado por todos os que vivem de música no Brasil independênte de estilo, etnia ou religião. Noel foi um divisor de águas e de fundamental importância no que se diz respeito a música contemporânia que hoje se deixa levar por artistas que levam a carreira de cinco minutos a vida inteira e mesmo assim são endeusados por uma mídia tendênciosa e manipuladora que leva ao senso comum o niilismo de uma cultura imediatista que se cria ídolos a cada 15 minutos de fama.



VIVA NOEL, VIVA O SAMBA, VIVA A MÚSICA BRASILEIRA.

     

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Viva é Carnaval


    É tempo de Carnaval, folia, suor e samba durante quatro dias seguidos (fora os acréscimos), está do jeito que o brasileiro gosta,
apesar de já sambar o ano inteiro com armações de políticos e os juros altíssimos dos bancos e financeiras, gostamos de ter esses quatro dias para chamarmos de nosso. Gastamos tudo que podemos e não podemos para não ficarmos de fora na hora que o Rei Momo decretar que a ordem é cair no samba.


     No Carnaval da eleição vai ser uma festa realmente popular, políticos se misturam com o "povão" no meio do bloco querendo parecer sempre o mais popular possível, ao contrário do resto do ano, eles procuram os repórteres para serem fotografados abraçando os necessitados que saem as ruas batucando em panelas vazias e fazendo Carnaval é literalmente  o "banho de cheiro do povo". Não fiquem surpreso se em meio à plumas e paetês aparecer o seu governante que você nem mais lembrava da fisionomia dele querendo te abraçar calorosamente como velhos amigos.


    Sabemos que o Carnaval de Veneza em tempos atrás era o mais elegante e festejado do mundo, famoso por seus bailes de máscaras, Pierrot e Colombinas apaixonados e etc, mas convenhamos, em nenhum lugar do mundo o Carnaval se parece cair tão bem como no Brasil. Com suas mulatas semi-nuas pela avenida sem o menor pudor nós parecemos não nos importar com todo esse desbunde em rede nacional, conseguimos banalizar o que seria um escândalo se visto nas ruas no dia dia, deixamos os gringos invadirem nossa terra para espalharem pelo mundo não que nosso povo é sério e sim que lá se pode tudo. Como em um caso no Rock in Rio III, quando o guitarrista de uma determinada banda foi preso por entrar no palco pelado e só com sua guitarra tampando sua "partes íntimas", indagado sobre o porque daquilo ele respondeu que tinha visto o mesmo no Carnaval e as pessoas batiam palmas parecendo não se importarem.


    Quero deixar claro que não sou contra o Carnaval, acho uma festa bacana, tem suas qualidades históricas e estéticas mas o que não podemos deixar para trás nesses quatro dias é o nosso cérebro, temos que aprender a nos divertir sem se deixar levar pelo discurso mole de que o Carnaval vai resolver todos os seus problemas, só o Carnaval tem o poder de fazer desaparecer o Haiti, o Nordeste, os corruptos e acima de tudo seus olhos. Que venha mais um Carnaval!!!




sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Elefante quase branco

   
   É com idignação e tristeza que eu toco nesse assunto que está gerando a muito tempo, e não é para menos, revolta na população do Rio de Janeiro, obra elaborada na gestão César Maia a Cidade da Música tinha tudo para dar certo se não fosse o jogo político ou politiqueiro, como preferir, que assola a política do Município.


   Um trabalho desenvolvido por um arquiteto francês ( talves Maia não acredite que existam arquitetos brasileiros competêntes ), é de dimensões faraonicas no coração da Barra da Tijuca um esqueleto enorme que além de acabar com a paisagem do local acabou virando um grande monumento que celebra o descaso com o dinheiro público na cara dos cariocas, passar por aquele local todos os dias faz você pensar que a sua cara está estampada naquela obra e com direito a nariz vermelho e tudo. Paes age como se aquilo fosse um filho bastardo que ele teve que adotar sem ser consultado, ainda faltam R$250 milhões para o termino mas Paes só adimite investir mais R$50 milhões.


    A Cidade da Música foi uma boa idéia pensada por uma cabeça ruim, pois se fosse feita realmente com a intensão de ser uma cidade da cultura musical carioca e mundial onde novos e consagrados artistas teriam mais um espaço para divulgar a maravilhosa e respeitada música brasileira.


abraço a todos.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Matitaperê um novo acorde

Banda Matitaperê, para os que gostam de um som incidental e diferente do ocasional me parece uma boa pedida para se ouvir e se conhecer. Banda londrinense parece estar livre dos sons pré-fabricados que antes eram impostas pelas grandes gravadoras - hoje eles não teem tanta voz - e da grande mídia que industrializa e impõe os sons guela abaixo dos espectadores.


Fica aqui uma dica também aos orfãos de Los Hermanos que tanto (como eu) que se acham perdidos nessa ilha criativa que atravessa o nosso tempo; formados por nipes de sopro juntando com um arranjo da melhor qualidade ela já parece pronta, pelomenos pelo bom gosto.


    Abraço à todos