O Carnaval chegou ao fim mais o mundo do samba ainda tem muito o que comemorar durante o ano, onde celebraremos o centenário de nascimento de um dos maiores e mais importantes compositores do samba brasileiro, Noel Rosa. O sambista "desmarginalizou" o samba que antes era visto como um movimento mais restritos aos morros cariocas e fez a ponte com o asfalto, quebrando os preconceitos com sua genialidade musical e o seu bom relacionamento com outro grande compositor (seu amigo) Cartola, que na época além de ser ajudante de pedreiro, vendia seus sambas nos subúrbios cariocas para sobreviver.
Noel era um jovem de classe média morador de Vila Isabel e frenguentador assíduo dos bares da Boulevard 28 de Setembro, boêmio e mulherengo Noel despertava admiração entre as mulheres (mesmo considerado "estranho" com sua ausência de queixo) Noel compensava sua falta de atributos físicos com suas letras magistrais e um talento intrínseco, que chega ao alge com a música "Com que roupa?", em 1930 que sobreviveu as décadas e é até hoje um sucesso entre os sambistas brasileiros.
Sambista de mão cheia, poeta, boêmio, Noel apesar de ter vivido pouco (ele morreu com 26 anos 1911 - 1937) ele tem que ser celebrado por todos os que vivem de música no Brasil independênte de estilo, etnia ou religião. Noel foi um divisor de águas e de fundamental importância no que se diz respeito a música contemporânia que hoje se deixa levar por artistas que levam a carreira de cinco minutos a vida inteira e mesmo assim são endeusados por uma mídia tendênciosa e manipuladora que leva ao senso comum o niilismo de uma cultura imediatista que se cria ídolos a cada 15 minutos de fama.
VIVA NOEL, VIVA O SAMBA, VIVA A MÚSICA BRASILEIRA.



